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Papel, madeira e tecido são alguns dos materiais utilizados pelo artista
plástico Claudio Roberto Castilho para compor suas obras atuais.
Uma arte "ecologicamente correta", cujo tema é o tempo, numa pesquisa
de integração entre Passado, Presente e Futuro, buscando referências
no passado e abrindo "janelas" para o futuro na obra presente.
Em seus trabalhos, percebemos o uso das técnicas de aquarela, gravura,
escultura e colagem. A principal característica das obras é a mistura
harmoniosa dessas técnicas com materiais, que na maioria das vezes
são reutilizados, alguns com mais de cinqüenta anos.
São resquícios da memória de sua família ou de amigos, pequenos objetos
do dia-a-dia, bordados, adornos com toda a carga emocional afetiva,
das pessoas que os utilizaram no passado.
O papel está presente em quase todos os quadros. É ele a grande constante
que permeia os trabalhos do artista, nascido em 1958 e formado em
Arquitetura pela Faculdade Bennet.
Desde 1984, fabrica e utiliza papel artesanal na confecção de seus
trabalhos.
Realizou diversas exposições, nesses 28 anos de carreira, entre elas,
"Sobre forma e volume" no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
em 1983; a célebre Como vai você Geração 80?, na Escola de Artes Visuais,
em 1984, com o happening "A Festa do Confete"; na Galerie Haut-Bas
em 1987, em Paris; Villa Riso em 1998 e recebeu o prêmio de melhor
gravura no 9º Salão Carioca, em 1985, no Rio de Janeiro. Sua primeira
mostra individual foi realizada em 1982, no Porão das Artes, em Nova
Friburgo (RJ).
Foi aluno de grandes mestres, entre eles, Hélio Rodrigues, Umberto
França, João Carlos Goldberg, Nelly Gutmacher, Celeida Tostes, Maria
Augusta, Rosa Magalhães, Alice Felzenszwalb e José Lima. Possui uma
vasta experiência profissional, que inclui a produção da montagem
da exposição Domela - 65 Ans D’Abstraction, durante estágio no Museé
d´Art Moderne de la Ville de Paris (1987), além de passagens por barracões
de escolas de samba, programação visual em industrias, etc.
Atualmente se divide entre seu ateliê no Jardim Botânico e os de Nina
Pimentel (Cerâmica) e Angela Rolim (Gravura em metal).
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